A 1ª Fase do Goianão Chevrolet 2013 está concluída. Pelo 4º ano consecutivo sem nenhum jogo adiado, suspenso, interrompido ou inacabado.
O futebol é a paixão de milhões de torcedores pelo mundo afora, especialmente dos brasileiros, mas sempre serviu de uma espécie de válvula de escape para se descarregar as frustrações do dia a dia, extravazar aquela angústia incontida.
Ajustar uma competição num modelo ideal que agrade a todos é uma tarefa impossível, até porque o ser humano parece que nunca se contenta com nada, sempre coloca defeito em tudo.
Mas o Goianão adquiriu o poder de transmitir credibilidade, fruto da seriedade, da imparcialidade e da idoneidade em que é conduzido.
Decepções e fracassos à parte, tão comuns e inerentes às competições, que sempre tem vencedores e vencidos, vale ressaltar os feitos que foram destaque entre os participantes.
O Goiás foi o melhor time, o que mais pontuou, na 1ª Fase do Goianão Chevrolet 2012 e sacramentou a conquista do título de campeão goiano do ano passado, foi brilhantemente o grande campeão brasileiro da Série B de 2012 em pontos corridos e agora, no Goianão Chevrolet 2013, pela 3ª competição consecutiva, é o 1º colocado da 1ª Fase, colocando 10 pontos de vantagem sobre o 2º colocado, completando longos 19 meses de invencibilidade em casa.
O Atlético, ao contrário das edições anteriores do Goianão, começou a competição bem por baixo, com duas derrotas iniciais, 1ª vitória somente na 7ª Rodada, duas Rodadas como lanterna e seis na faixa do rebaixamento, mas depois, deu uma guinada de 180º e terminou a 1ª Fase como 2º colocado.
O Goianésia pode ser considerado a maior sensação do Campeonato, guardadas as devidas proporções. Mostrou autoridade e competência desde o início, conquistando a classificação à Fase Semifinal pela 1ª vez na história do Goianão, com uma facilidade espantosa, e agora inscreve o seu nome no cenário nacional, participando como debutante do Brasileiro da Série D/2013.
A Aparecidense se transformou num time sério, determinado e competitivo, que não oscila, que ao longo destes últimos anos ganhou a notoriedade de ser um time de trajetória uniforme, não tem altos e baixos. A prova foi a permanência ao longo de todas as 18 Rodadas na seleta faixa de classificação à Fase Semifinal da competição, tornando-se semifinalista de uma edição do Goianão também pela 1ª vez.
O Grêmio Anápolis foi o derrubador de prognósticos. Incluído quase que unanimemente na lista de todos como um dos dois a serem rebaixados, contrariou a tudo e a todos, concretizando a sua permanência no Goianão com invejáveis três Rodadas de antecedência.
O Crac foi um caso à parte. Dono da reação mais incrível e fulminante na história de 70 anos do Goianão, contra o rebaixamento, proporcionou um fato que poderá servir de parâmetro para as próximas edições do Goianão, qual seja, de chegar à 10ª Rodada com apenas 4 pontos conquistados e ainda escapar do rebaixamento com 1 Rodada de antecedência. Só que será um parâmetro fadado a transformar sonhos em meras ilusões.
Para finalizar, o Vila Nova, que entra nesta espécie de galeria de destaques e de realces, não pelo obejtivo alcançado, de evitar o rebaixamento na última Rodada, mas sim, de como ele foi projetado, acalentado, sonhado, transformando uma semana como se fosse um preparativo para continuar existindo ou deixar de existir, culminando com a alegria proporcionada aos seus torcedores somente no 2º tempo do último jogo, parecer ser de bem maior significância do que a imensidão do tempo de satisfação das outras torcidas.